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Notícias
 
Pesquisa do Governo mostra difícil realidade da saúde bucal do brasileiro
 
Ao final de 2004 o Ministério da Saúde divulgou os resultados de uma pesquisa nacional - (23/08/2007 / 21:23)
 

Ao final de 2004 o Ministério da Saúde divulgou os resultados de uma pesquisa nacional onde foram identificados os níveis de saúde bucal da população brasileira. Não foi com surpresa que o volume de portadores de doenças gengivais (gengivite e periodontite) se mostrou acima da média da grande maioria dos países subdesenvolvidos.

Os índices da doença – cerca de 80% da população - só não foram piores porque em muitos casos os dentes já haviam sido perdidos/extraídos. O problema se mostrou ainda mais grave na população acima dos 65 anos, na qual cerca de três em cada quatro pessoas não possuíam mais os dentes.

A pesquisa revelou ainda que a população brasileira não tem o hábito de visitar o dentista como método de prevenção ou manutenção da saúde bucal, mas apenas quando motivado por dor. Entre os adultos, cerca de 46% só foram ao dentista por esse motivo e entre os adolescentes, cerca de 2,5 milhões nunca sentaram na cadeira de um dentista.

Embora a situação financeira seja um fator importante para os resultados apresentados, o fator cultural também imprime seu percentual de relevância, visto que mesmo em regiões mais desenvolvidas dentro do cenário nacional, os índices se mostram tão ou mais elevados do que em regiões mais carentes.

A falta de cultura que faz com que a população não coloque a sua saúde bucal como prioridade – especialmente diante das dificuldades financeiras – também faz com que essa mesma população seja a principal vítima dos efeitos em cascatas que as doenças bucais podem gerar em seu organismo, acarretando ainda mais dificuldades financeiras.

Gengivite – inimiga oculta e muito perigosa

Vermelhidão, inchaço na gengiva, sangramento fácil durante o uso do fio dental e escovação podem ser sinal de doença periodontal. A doença geralmente não apresenta dor, sendo este um motivo de adiamento do paciente em procurar um especialista. E é aí que mora o perigo: esta doença oculta é uma das principais responsáveis pela queda dos dentes, atrás apenas da cárie. Por isso, as pessoas que apresentam quaisquer desses sinais devem procurar uma orientação profissional o quanto antes.

A explicação é simples: cerca de 20 minutos após a alimentação forma-se uma película sobre os dentes, onde os alimentos se fixam e bactérias aos poucos formam a placa bacteriana. Se não for removida (pela boa higienização bucal), pode originar uma inflamação (gengivite) ou se calcificar aos poucos formando o tártaro (crosta amarela na base dos dentes), somente removido por um profissional. Com o tempo a doença pode evoluir para a periodontite que vai afetar o tecido ósseo, os ligamentos e toda a estrutura que fixa o dente, até que ele fique solto da gengiva e caia.

Embora esteja especialmente relacionada a higienização, ao contrário do que se pensa a gengivite não acomete somente pessoas de poder aquisitivo baixo. O problema é a má qualidade da higiene bucal. É difícil uma pessoa deixar de escovar os dentes por 24 horas (tempo suficiente para as bactérias começarem a agir), mas é muito comum que algum ponto da boca permaneça sujo por tanto tempo.

A higienização total é trabalhosa, mas é a melhor arma contra doenças periodontais. Daí a importância da realização de um ciclo completo de limpeza, onde além da utilização da escovação e do fio dental (métodos mecânicos), se faz necessário a utilização de um anti-séptico bucal de qualidade comprovada na eliminação de bactérias (método químico).